Blog da Rosa

Um lugar de compartilhamento: reflexões, prazeres, rotinas, trabalho, temas favoritos. Não espere encontrar nele postagens metódicas, rigor científico, críticas contumazes contra as ideias de outrem. Meus pensamentos são exatamente isso: aquelas ideias que no momento presumo serem as mais viáveis, críveis e aceitáveis para mim de acordo com o que alcancei. Se você não concorda com eles, não há problemas. Apenas não seja rude ao compartilhar seus próprios pontos de vista.
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domingo, 10 de março de 2013


Mulheres marcando vidas

Lições extraídas da vida de Maria

     Em Lucas 1:26-27 vemos que um anjo foi enviado a uma virgem para anunciar a gestação do filho de Deus. Ela era uma jovenzinha sem experiência, mas que possuía uma qualidade rara nos dia de hoje: pureza. Ela estava comprometida (desposada) com um rapaz, mas era virgem. Ela mantinha-se pura mesmo convivendo diariamente com um jovem. Deus escolheu uma pessoa onde encontrou pureza. Nossa geração precisa desesperadamente de pureza. Nossos jovens estão demasiadamente impuros hoje em dia. Obviamente que Deus faz milagres na vida de pessoas que outrora impuras, resolvem entregar suas vidas a Jesus, mas para trazer à luz ao mundo o seu filho Deus escolheu uma mulher que soube se preservar.
     Interessante notar que a primeira coisa que Deus disse a Maria foi que Deus era com ela (verso 28). Mas Maria turbou-se muito ao receber a saudação do anjo. Creio que muito de nossos medos e receios ao nos deparar com a voz de Deus é decorrente da sensação de que Deus não está conosco. Nossa sensação de indignidade, ou a ausência de emoções que testificam da presença de Deus em nossa vida faz-nos muitas vezes pensar que Deus não está conosco. Frequentemente nos esquecemos de que Deus enviou seu Filho (o Emanuel, Deus conosco) para nos salvar de nossos pecados, e hoje o Espírito Santo está vivendo a vida de Deus em nós e aí ficará até a consumação dos séculos. Ou seja, Deus sempre está conosco. Nós é que muitas vezes não cremos o suficiente na Palavra de Deus para entender que Deus não mente e nunca nos abandonará, como também o prometeu.
     E a sensação de que Deus não está conosco sempre irá produzir medo. Precisamos crer ao invés de querer sentir a presença de Deus, embora essa seja a presença mais doce do mundo.
     Mas independente do que sentiu na hora da saudação, vemos que Maria recebeu a promessa de que geraria o filho de Deus, e que o mesmo seria grande e reinaria sobre Israel.
     Imagino o quão feliz Maria deve ter ficado, afinal estamos sempre propensos a desejar que nossos filhos, crias, planos, sejam grandes e façam grandes coisas, prosperem.
     Mas vejam só o que essa grandeza significou:
     - O filho dela seria perseguido desde bebê (queriam matá-lo)
   - O filho dela seria diferente das outras crianças e pode ter sido ridicularizado por isso (ao invés de ficar jogando futebol com os colegas, ele preferia falar sobre a Palavra de Deus com os mestres).
     - O filho dela passou um bom tempo da vida longe dela (ministrando e convivendo com os discípulos).
     - O filho dela foi preso, sentenciado e morto ainda jovem, sendo inocente.
     Além desses reveses e pesares, ela não viu o reinado aparente desse filho como prometido por Deus.Mas é fato que pra Deus nunca houve alguém tão grande como Jesus. Isso me remete ao texto onde a mãe de dois dos discípulos de Cristo pedem a Ele que permita que um se assente à direita e outro à esquerda, desejando que eles sejam grandes. Que mãe não deseja isso para os filhos? Pois bem, a resposta dada a ela é que somente Deus determinará o lugar de cada um no futuro, mas quanto ao ser grande, se o quisessem ser, deveriam ser aqueles que estivessem prontos a servir. Que coisa! As mães de hoje deveriam então é desejar que seus filhos sirvam ao próximo com toda a força de seu ser. Assim terão a garantia de que seus filhos serão grandes no reino de Deus (Mt20:26).
     Mas voltanto à Maria, ela aceita a promessa embora reconheça a impossibilidade da promessa. Como se fará isso? Verso 34.
     A ela foi dada resposta, mas pra nós nem sempre isso é revelado. Deus apenas ilustra seu poder e aumenta a fé dela dando testemunho do que Ele fez com outra pessoa, no caso com Isabel. Verso 36
     Testemunhos podem aumentar nossa fé e Deus pode fazer chegar ao nosso conhecimento curas ou milagres semelhantes ao que buscamos quando deseja que creiamos em algo que aparentemente é impossível de acontecer.
     No verso 39 me deparei com algo interessante: ao saber do que Deus fez com Isabel, Maria apressadamente vai para as montanhas passar um tempo com quem havia provado o milagre. Conviver e nos deter com pessoas que nunca experimentaram o poder de Deus não nos levará a nada. Precisamos nos cercar de pessoas que creem e recebem as promessas de Deus ao invés de nos deter nas rodas de escarnecedores.
     Logo ao chegar e passadas as saudações Maria passa a adorar ao Senhor, cheia de júbilo e gratidão. Verso 46 e 47. Todo aquele que ouve a Deus, nasce da água e do Espírito, recebe sua palavra, crê em sua operação nos dias de hoje, tem motivos de sobra para adorar a Deus. Mesmo que nessa vida, sem entender, passemos por lutas, problemas, aflições, podemos cultivar um espírito grato a Deus, visto que Ele nos amou, nos perdoou e nos tem preparado lugar. O sacrifício de Jesus na cruz é motivo mais que suficiente para júbilo e regozijo. Deus é sempre digno de ser louvado.
     Por fim, em seu cântico Maria reconheceu que Deus a visitou porque ela cultivava a humildade. Aqueles que acham que merecem a visitação de Deus (soberbos) nunca serão o alvo de sua misericórdia (Pv29:23).
    Portanto, sejamos humildes em reconhecer que todas as boas coisas realmente procedem de Deus e que nunca seremos merecedores de tão grande amor. Que a soberba possa estar longe de nós para não experimentarmos a ruína, em particular a separação eterna de Deus.
     Que você seja uma pessoa tão bem aventurada como Maria e nunca duvide: Deus é contigo!

sábado, 26 de março de 2011

Sobre desejos e necessidades

Na maior parte das vezes cremos que necessitamos muito de algumas coisas e nos dirigimos a Deus justamente para pedi-las. É certo que a maioria das pessoas só se dirige ou busca a Deus quando humanamente falando já tentaram de tudo e a sua vontade ainda não se concretizou.

Não que todas nossas vontades ou desejos sejam ruins ou contrários à vontade de Deus. O que quero enfatizar aqui é que ansiamos tanto por algumas coisas que nos esquecemos de verificar a longevidade da felicidade conquistada através delas.

Enfatizo aqui a temporalidade das nossas satisfações. Desejamos muito algo, lutamos para tê-lo, algumas vezes obtemos com nossos próprios esforços, outras vezes nos dirigimos a Deus para pedir a ele uma ajuda, e cremos então que ele nos presenteou. E depois? O que acontece conosco? Permanecemos gratos pela “benção” recebida ou logo partimos pra próxima?

Lendo Pv10:22 que diz: “A bênção do Senhor é que enriquece; e ele não a faz seguir de dor alguma”, verificamos que benção deveria ser algo longevo, que não traria dor ou entristeceria a pessoa alcançada. Mas muitas vezes não nos atentamos muito para isso e já taxamos de benção tudo aquilo que ganhamos, por ser objeto de nossos desejos. Por exemplo, se uma pessoa ganha um celular novo com todas as funções possíveis, último modelo, já vai logo dizendo que isso realmente é uma benção. Ora, precisamos ver o fim disso para atribuir tal valor, pois o que vejo por aí hoje é gente usufruindo de todos os aparatos tecnológicos, mas distanciados de seus familiares, antenados apenas com seus pares no mundo virtual. E que dirá do afastamento que isso nos trouxe do próprio Deus. E me pergunto: isso é benção?

Deus fez uma vez certo apelo. Observe em Is55:

1 Venham, todos vocês que estão com sede, venham às águas; e vocês que não possuem dinheiro algum, venham, comprem e comam! Venham, comprem vinho e leite sem dinheiro e sem custo.


2 Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão, e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz? Escutem, escutem-me, e comam o que é bom, e a alma de vocês se deliciará com a mais fina refeição.

Essa pergunta que ele lança não é o máximo? Eu a repito para mim mesma: para que eu gasto dinheiro naquilo que não é pão, e o meu trabalho árduo naquilo que não satisfaz? Hummmmmm, chegamos ao cerne da questão. As coisas terrenos, materiais, comumente designadas por nós de bênçãos, na realidade não nos satisfazem. Ou seja, acabamos de receber a benção e já estamos todos desvairados em busca da próxima porque na realidade não estamos satisfeitos. E infelizmente não será a benção que nos trará satisfação. Deus convida aos que não tem dinheiro a virem e comprarem sem preço aquilo que realmente satisfaz. Temos referência nesse texto a água e a leite. Ambos simbolizam a palavra de Deus. Portanto, nossa satisfação só virá quando estivermos mergulhados na palavra, recebendo a vivificação dela por meio do Espírito, numa comunhão contínua com Deus.

Mas, e quanto a bênçãos? Não devemos procurá-las? Segundo Deus, elas nos alcançarão se buscarmos em primeiro lugar o reino de Deus. E quando vierem, serão de longa duração, não trarão sofrimento, mas serão um presente vindo das mãos daquele que nos quer bem .
















terça-feira, 8 de setembro de 2009

Um novo olhar sobre o filho pródigo




Essa história é daquelas lidas e relidas inúmeras vezes, daquelas que são ouvidas em uma infinidade de pregações e sermões. No entanto, hoje me saltou aos olhos uma característica interessante da figura do filho pródigo: sua disposição em humilhar-se. Quando ele caiu em si e reconheceu seu erro, enxergou a possibilidade de voltar pra casa do pai, mas na condição de empregado, de servo. Atitude exemplar essa!
Hoje em dia as pessoas se julgam muito cheias de direitos. A sociedade atual ensina as pessoas a reinvindicarem-nos cada vez mais e nos tornamos pessoas orgulhosas, que dificilmente adotam uma postura de humildade diante das circunstâncias. O filho esbanjador não pensou assim. Não racionalizou. Apenas admitiu: vou voltar e dizer que não sou digno de ser tratado como filho. Que coisa linda!!! Ele reconheceu que ele não merecia nada. E por causa disso foi restaurado à condição de filho. Porque a promessa é atual e diz que aqueles que se humilharem diante da poderosa mão de Deus serão exaltados. Ele foi exaltado e readmitido na presença do pai não pelas obras que praticou, mas por essa disposição mental adequada: não ser digno, reconhecer isso e estar disposto a ocupar um lugar pequeno dentro do reino.
Quem dera todos os crentes dessa geração tivessem esse mesmo coração.

domingo, 9 de agosto de 2009

Até quando vos sofrerei? (baseado em Mt17:14-21)

Há muitos tipos de sofrimentos a que poderia me referir. O sofrimento da presente reflexão é aquele originado pela dor de se estar doente ou ver alguma pessoa querida agonizando, sentindo dores físicas ou sendo acometida de males que a medicina da época ainda não conseguiu minorar.
Na época de Cristo, um lunático (hoje, muitos teólogos supõem tratar-se de epiléticos) não tinha condições de levar uma vida normal, pois não havia medicações que fizessem cessar as convulsões, o que o levava a ferir-se constantemente (na água ou no fogo conforme Mt17:15). Com certeza consistia em uma experiência deprimente.
É interessante notar que os discípulos de Cristo tentaram expulsar o demônio (concluindo por si sós que a doença era causada por um), mas não conseguiram. E quando Jesus chega diante da multidão, é logo abordado pelo pai do menino, que clama por compaixão. Podemos observar que essa é uma atitude muito comum. O ser humano, diante de perdas e sofrimento, tem quase sempre o ímpeto de clamar por misericórdia a Deus, a quem advoga o poder de concedê-la.
Diante de tal clamor, Jesus faz uma declaração desconcertante: chama a todos os presentes de geração incrédula e perversa. Reconhecermo-nos como incrédulos não é tão custoso. Mas, perversos??? Isso não seria um exagero? A expressão escandaliza pela veemência da acusação. Duvidar da vontade e do poder de Deus em curar o lunático (ou qualquer outro que agonize com uma enfermidade, seja essa causada por demônio ou não) é algo que seria capaz de expor a perversidade do coração do homem. Confesso que tenho dificuldade em reconhecer que sou perversa por não conseguir crer a ponto de orar e ver a cura das pessoas e minorar-lhe os sofrimentos, mas isso parece ser o que o texto sugere. Os discípulos obviamente não se reconheceram entre os incrédulos e perversos, pois em seguida perguntam ao mestre por que não conseguiram curar o menino (como se Jesus já não tivesse revelado a causa do fiasco).
Jesus então repete a questão da incredulidade, mas omite a perversidade. Não sei se isso foi fruto de sua misericórdia por eles, mas o fato é que ele apenas enfoca a questão da pequenez da fé dos discípulos. E então faz uma declaração mais desconcertante do que a anterior. Ele diz que se a fé fosse do tamanho de um grão de mostarda, ela seria suficiente para remover montanhas. Em outras palavras, aquilo que é intransponível, árduo, gigantesco, que foge à possibilidade humana, pode ocorrer diante de uma pequena fé.
"Nada vos será impossível". Esse "nada" carrega uma dimensão impressionante, porque representa o conjunto de coisas que não poderão ser solucionadas pela fé em Deus. Ou seja, a palavra é representada por um conjunto vazio. Absolutamente nenhuma possibilidade de haver algo impossível se a pessoa tiver fé do tamanho de um grão de mostarda e resolver usá-la.
E então eu me quedo diante de tal evidência: sofreremos até que passemos a exercer essa fé minúscula mencionada por Jesus. Percebo uma coisa na minha vida e na vida dos cristãos atuais: somos geração incrédula e perversa, e temos meramente vivido uma vida de possibilidades, porque nem a fé do tamanho de um grão de mostarda temos colocado em ação. E desse modo, acabamos invertendo o modo de viver pretendido por Deus, acabando por mostrar através de nossas atitudes que "tudo" nos será impossível.
Eu preciso ver esse quadro revertido em minha vida. E você?